Estou longe da cozinha, mas isso não quer dizer que não possa me inspirar, não é? Meu presente de Natal para mim mesma chegou hoje: três DVDs do programa que a musa JC apresentou nos anos 1960/1970. Bon appetit!
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Meu presente de Natal
Estou longe da cozinha, mas isso não quer dizer que não possa me inspirar, não é? Meu presente de Natal para mim mesma chegou hoje: três DVDs do programa que a musa JC apresentou nos anos 1960/1970. Bon appetit!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Saudades da cozinha
Minha cozinha real está quase tão abandonada quanto esta aqui - quase porque sim, há uma pessoa cozinhando nela, mas não sou eu. Como Marcel é chegado num colinho e eu quero dar todo o colo e atenção do mundo a ele, fui obrigada a contratar uma ajudante para cuidar da casa e da comida, o que tem me colocado na difícil situação de ver alguém mexendo nas minhas panelas, executando minhas receitas e eu, morrendo de ciúmes por dentro... (enlouquecendo, eu? imagina)
De maneira que temos comido bem, obrigada, mas sem novidades dignas de blog - o que tem me dado outro sentimento estranho, o de saudades daqui, de escrever, fotografar e planejar os pratos, de comprar ingredientes, enfim... muita saudade (a maternidade mexe mesmo com a pessoa). Mas gostaria de assegurar aos eventuais e fiéis leitores que o blog não foi abandonado, e que pretendo voltar com força total assim que o pequeno crescer um pouco mais. Papinhas gourmet, me aguardem!
De maneira que temos comido bem, obrigada, mas sem novidades dignas de blog - o que tem me dado outro sentimento estranho, o de saudades daqui, de escrever, fotografar e planejar os pratos, de comprar ingredientes, enfim... muita saudade (a maternidade mexe mesmo com a pessoa). Mas gostaria de assegurar aos eventuais e fiéis leitores que o blog não foi abandonado, e que pretendo voltar com força total assim que o pequeno crescer um pouco mais. Papinhas gourmet, me aguardem!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Viva os congelados, ou a vida com um bebê
Este não chega a ser um post, já que não há receitas nem pratos novos - meu fogão não me reconhece mais desde a chegada do bebê(*) - mas apenas uma observação, a meu ver, curiosa. Interessante como justo no momento em que você precisa se alimentar melhor isso parece uma tarefa impossível - afinal, amamentar um recém-nascido é um trabalho de responsa e em tempo integral, e comer bem termina ficando atrás de dormir e tomar banho nos poucos minutos livres com uma frequência assustadora. Outra coisa: amamentar dá uma fome do cão, mas cadê a comida? Cadê a disposição para fazer alguma coisa saudável? A tentação de recorrer a uma comida pronta (industrializada) para repor as energias é grande. Fazer o que?
Descobri que existe uma razão de ser para o marasmo das últimas semanas de gravidez (além, é claro, de poupar energias para o furacãozinho que virá a seguir), quando não se pode mais dirigir, o peso da barriga não permite mais ficar andando por aí e todas as coisas do bebê já estão arrumadas. Cozinhe! Faça muitos pratos saudáveis e ricos em energia que podem ser congelados e torne-se a melhor amiga do seu freezer e microondas, pois eles serão sua salvação nas semanas pós nascimento.
Eu fiz e congelei muita lasanha, sopa de lentilha, sopa de tomate, frango a parmegiana, massa com couve-flor e queijo, feijão. Já estamos chegando ao final do estoque. Gostaria de ter feito uns biscoitos e coisas para lanche, mas não me preparei o suficiente. Ah, além disso, vale também contar com a ajuda de amigos e familiares para fazer as compras, trazer umas quentinhas e preparar um lanche gostoso. Ter sempre um bolinho caseiro e frutas cortadas à mão ajuda a resistir à tentação das comidas prontas.
(*)Para aqueles que pediram notícias, Marcel nasceu no dia 14 de setembro, muito saudável e pequenino como a mãe. Está mamando tanto que daqui a pouco não será mais tão pequeno!
Descobri que existe uma razão de ser para o marasmo das últimas semanas de gravidez (além, é claro, de poupar energias para o furacãozinho que virá a seguir), quando não se pode mais dirigir, o peso da barriga não permite mais ficar andando por aí e todas as coisas do bebê já estão arrumadas. Cozinhe! Faça muitos pratos saudáveis e ricos em energia que podem ser congelados e torne-se a melhor amiga do seu freezer e microondas, pois eles serão sua salvação nas semanas pós nascimento.
Eu fiz e congelei muita lasanha, sopa de lentilha, sopa de tomate, frango a parmegiana, massa com couve-flor e queijo, feijão. Já estamos chegando ao final do estoque. Gostaria de ter feito uns biscoitos e coisas para lanche, mas não me preparei o suficiente. Ah, além disso, vale também contar com a ajuda de amigos e familiares para fazer as compras, trazer umas quentinhas e preparar um lanche gostoso. Ter sempre um bolinho caseiro e frutas cortadas à mão ajuda a resistir à tentação das comidas prontas.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Risoto de limão siciliano
Risoto, para mim, sempre foi uma comida reconfortante, quente, rica, macia, daquelas que caem como um abraço apertado numa noite fria. Qual não foi minha surpresa ao experimentar uma receita de risoto à base de limão siciliano! Igualmente delicioso, embora completamente diferente, este risoto é leve, suave, refrescante, marcante devido à acidez do limão. Perfeito para um almoço de verão acompanhando um peixinho à meunière (do jeito que aprendi com Julia Child).
Risoto de limão siciliano (receita adaptada de várias fontes, entre elas a receita da Faby do Rainhas do Lar)
- Uma xícara de arroz arbóreo ou carnaroli
- Um litro de caldo de galinha (de preferência caseiro)
- Meia cebola ralada ou picada bem picadinha
- Uma xícara de vinho branco seco
- Meia xícara de suco de limão siciliano (aprox. três limões grandes)
- Raspas destes mesmos limões
- Parmesão e manteiga à gosto
O preparo é como o de praticamente todo risoto: comece suando a cebola em um pouco de manteiga e/ou azeite de oliva até ficar transparente, depois junte o arroz e deixe tostar um pouquinho. Junte o vinho branco e, quando este tiver evaporado por completo, junte o suco do limão. Esta é uma boa hora para temperar com sal e pimenta do reino. Depois vá acrescentando o caldo aos poucos e mexendo sempre, até o arroz ficar cozido e cremoso, o que pode levar uns trinta a quarenta minutos.
Por fim, junte as raspas do limão (o melhor é provar o risoto e ver o quanto precisa, para não ficar muito forte já que o sabor do limão é bem marcante), parmesão ralado na hora e um pouco de manteiga bem fria cortada em cubinhos. Mexa delicadamente para incorporar tudo e derreter a manteiga e o queijo e sirva imediatamente.
Risoto de limão siciliano (receita adaptada de várias fontes, entre elas a receita da Faby do Rainhas do Lar)
- Uma xícara de arroz arbóreo ou carnaroli
- Um litro de caldo de galinha (de preferência caseiro)
- Meia cebola ralada ou picada bem picadinha
- Uma xícara de vinho branco seco
- Meia xícara de suco de limão siciliano (aprox. três limões grandes)
- Raspas destes mesmos limões
- Parmesão e manteiga à gosto
O preparo é como o de praticamente todo risoto: comece suando a cebola em um pouco de manteiga e/ou azeite de oliva até ficar transparente, depois junte o arroz e deixe tostar um pouquinho. Junte o vinho branco e, quando este tiver evaporado por completo, junte o suco do limão. Esta é uma boa hora para temperar com sal e pimenta do reino. Depois vá acrescentando o caldo aos poucos e mexendo sempre, até o arroz ficar cozido e cremoso, o que pode levar uns trinta a quarenta minutos.
Por fim, junte as raspas do limão (o melhor é provar o risoto e ver o quanto precisa, para não ficar muito forte já que o sabor do limão é bem marcante), parmesão ralado na hora e um pouco de manteiga bem fria cortada em cubinhos. Mexa delicadamente para incorporar tudo e derreter a manteiga e o queijo e sirva imediatamente.
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
40 anos do Chez Panisse
Neste fim de semana o Chez Panisse, restaurante da divina Alice Waters, completou 40 anos com muitas celebrações. Pelo que li, houve desde jantares carésimos para levantar dinheiro para o projeto social Edible Schoolyard (que incentiva o plantio de hortas em escolas americanas e uma experiência mais próxima e saudável das crianças com a comida) até projeções dos filmes do cineasta francês Marcel Pagnol, cuja trilogia dos anos 1930 inspirou o nome do restaurante.
Sou uma grande fã da história pessoal e profissional da Alice Waters, e em 2008 realizei o sonho de jantar no restaurante, uma experiência que jamais esquecerei (e que está registrada aqui). O chef confeiteiro e blogueiro David Lebovitz, que trabalhou lá, esteve presente para a celebração dos 40 anos e registrou tudo em lindas fotos e textos. Deve ter sido uma festa e tanto!
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Filé de porco recheado com espinafre e ricota, ou três vivas para Jacques Pepin
Sinto muita falta do canal de gastronomia que costumava acompanhar na televisão canadense, porque foi assistindo aos seus programas que aprendi boa parte do que eu sei fazer hoje na cozinha. Não sei porque os canais que têm programas culinários na TV brasileira insistem em repetir as mesmas celebridades e seus programas não são, na minha opinião, nem educativos nem criativos.
Felizmente, é possível ver muita coisa online e até descobrir joias raras, como o programa do Jacques Pepin - chef fofíssimo e amigo do peito de Julia Child - chamado Fast Food My Way e veiculado em 2004 após a publicação do livro de mesmo nome. Diversos episódios do programa e de sua continuação, More Fast Food My Way, estão disponíveis na íntegra no Youtube. Em quase todos os que vejo aprendo alguma coisa nova e/ou fico morrendo de vontade de fazer a receita, como foi com este filé de porco recheado.
No programa, Pepin ensina a técnica de abrir o filé de porco e dá as coordenadas do recheio, salteando folhas de espinafre fresco com um pouco de cebola e queijo ralado (mozzarela ou cheddar). Para o meu, usei um punhado de espinafre congelado e ricota defumada. De resto, segui suas instruções à risca, mas como não tinha tomatinhos cereja em casa não fiz o molho para acompanhar. Como ele mesmo diz, trata-se de um prato muito simples de fazer e que impressiona tanto no visual quanto no sabor, o que faz dele ideal para receber amigos.
Felizmente, é possível ver muita coisa online e até descobrir joias raras, como o programa do Jacques Pepin - chef fofíssimo e amigo do peito de Julia Child - chamado Fast Food My Way e veiculado em 2004 após a publicação do livro de mesmo nome. Diversos episódios do programa e de sua continuação, More Fast Food My Way, estão disponíveis na íntegra no Youtube. Em quase todos os que vejo aprendo alguma coisa nova e/ou fico morrendo de vontade de fazer a receita, como foi com este filé de porco recheado.
No programa, Pepin ensina a técnica de abrir o filé de porco e dá as coordenadas do recheio, salteando folhas de espinafre fresco com um pouco de cebola e queijo ralado (mozzarela ou cheddar). Para o meu, usei um punhado de espinafre congelado e ricota defumada. De resto, segui suas instruções à risca, mas como não tinha tomatinhos cereja em casa não fiz o molho para acompanhar. Como ele mesmo diz, trata-se de um prato muito simples de fazer e que impressiona tanto no visual quanto no sabor, o que faz dele ideal para receber amigos.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Brunch de bebê
Faltando agora poucas semanas para o nascimento do bebê, convidei alguns amigos para comemorar com um brunch cujo cardápio foi todo planejado em torno das comidas que mais comi e/ou desejei durante a gravidez. Adoraria dizer que a ideia foi minha, mas na verdade li em algum lugar na internet que já não me recordo mais (eu pensava que essa história de grávidas que ficavam esquecidas e atrapalhadas era lenda, mas é a mais pura verdade).
Que sorte dos meus amigos que eu não desejei comer picles com sorvete, hein! Na verdade, eu mudei muito pouco do meu cardápio cotidiano, assim como mudei pouco dos meus hábitos de comprar e cozinhar. Não tive nenhuma ojeriza inexplicável a nenhum alimento que me impedisse de fazer o que sempre fiz, felizmente. Tive, sim, muita vontade de comer frutas, tomates e coisas geladas, especialmente sorvete. Juntei o tema da festa à ideia do cardápio e servi os seguintes pratos:
Palitinhos de frutas - uvas, mangas, morangos e melões cortados em pedacinhos e empilhados num palitinho de bambu. Comi muitas destas frutas nos últimos meses, especialmente os morangos que estavam na época e bem suculentos e saborosos. A concepção dos palitinhos foi do meu marido, que ajudou também na montagem. Meu sobrinho de doze anos resumiu bem: "é como uma salada de frutas numa mordida!". Era exatamente essa a ideia.
Salada cobb - incidentalmente, terminei comendo muitos abacates recentemente. Minha irmã me trouxe alguns da Chapada Diamantina que estavam ótimos, assim como os que comprei na barraca de orgânicos da Ceasa. Preparei esta salada cobb com vinagrete de bacon exatamente como na receita publicada no post anterior.
Mini quiches de aspargos com brie - Sim, eu sei que os aspargos não são produzidos localmente, não estão na época e são caríssimos, mas quem vai contrariar os desejos de uma grávida? Lembro-me de ter acordado no meio da noite pensando em comer aspargos, tamanha foi a vontade. Então chutei o balde e comprei aspargos peruanos, fora de época e caríssimos e, para falar a verdade, deliciosos. Receita da minha massa de quiche aqui.
Bruschettas de tomate - outro desejo muito forte foi o de comer tomates, de qualquer jeito, a qualquer hora, em molho para macarrão, em salada, no sanduíche. Mantive as coisas simples com esta bruschetta: apenas tomates cortados em cubinhos e temperados com bastante sal, pimenta do reino, manjericão, azeite de oliva honesto e umas gotas de vinagre de vinho tinto. O segredo está em deixar os tomates pegarem o gosto por algumas horas antes de colocar sobre o pão tostado e servir.
Além disso, fiz alguns pratos coringas que já apareceram por aqui antes: torta de palmito e biscottis de parmesão e pimenta. Além, é claro, de algumas coisas compradas prontas, porque ninguém é de ferro: pães, frios e geleias. De sobremesa, também fui tradicional: fiz um cheesecake com calda de morango e um pudim de café, apenas trocando o café comum pelo descafeinado. Uma das poucas coisas de que abri mão totalmente durante a gravidez, além das bebidas alcoólicas, é claro, foi a cafeina. Ainda bem que os cafés descafeinados estão cada vez melhores e sem processos ou aditivos químicos.
Para as lembrancinhas, fiz uma pequena brincadeira em homenagem àquele que inspirou o nome do meu filho: madeleines de [Marcel] Proust. A receita também já passou por aqui.
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