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quinta-feira, 30 de julho de 2009

101 saladas

Foto: New York Times

O minimalista Mark Bittman, autor e colunista do New York Times, está sempre produzindo ótimas listas de receitas. No verão do ano passado ele sugeriu 101 idéias para pique niques, e este ano ele vem com 101 saladas. O mais legal das idéias do Bittman é que elas são isso mesmo: idéias simples que você pode mudar e adaptar de acordo com o que tiver à disposição ou suas preferências. Neste dias calorentos em que simplesmente ligar o forno parece impensável, essa listinha veio mesmo a calhar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Comida de verdade não tem propaganda na TV"


Desculpem-se se estou batendo na mesma tecla recentemente, mas é que este assunto me interessa bastante e sempre que vejo alguma novidade interessante penso em dividi-la aqui no blog. Michael Pollan, aquele mesmo dos livros Em Defesa da Comida e O Dilema do Onívoro, deu uma entrevista recentemente na qual ele comenta o fato da indústria pesada de alimentos estar se aproveitando das palavrinhas da moda - local, orgânico e natural - para suas novas campanhas de publicidade.

Pollan argumenta que transformar uma crítica numa campanha publicitária para vender mais produtos é uma estratégia velha - e muito esperta - da indústria de alimentos. Ah, quer dizer que o problema agora é o fato dos alimentos industrializados conterem frutose e outros ingredientes impronunciáveis? Então tome-lhe Refrigerante Natural, Chips de batata frita locais e Sorvete com cinco ingredientes! A mesma coisa aconteceu há algumas décadas, quando o governo americano começou a alertar para o perigo das gorduras saturadas e de uma hora para outra tudo no supermercado era fat-free.

Uma das características da indústria de alimentos é justamente essa habilidade de se moldar ao mercado: com alimentos produzidos em laboratório fica mais fácil colocar, tirar e substituir o que quer que seja o ingrediente da moda (veja o exemplo das margarinas que Pollan dá em Em Defesa da Comida). Diante disso, ele decidiu revisar as suas famosas regrinhas (só para lembrar: não coma o que tiver ingredientes que você não conhece, não compre o que sua avó não reconheceria como comida, não compre alimentos que prometam milagres para a saúde) e acrescentar: não compre comidas que tenham propagandas massivas.

"Noventa e quatro por cento do orçamento para comerciais de alimentos vão para a indústria de alimentos processados. Quer dizer, os fazendeiros de brócolis não têm dinheiro para propaganda. Comida de verdade não está sendo anunciada na TV, e isso é tudo o que você precisa saber", diz. Nessa mesma entrevista, Pollan ainda comenta sobre relação entre a gripe suína e a criação industrial de porcos e outros assuntos importantes. Leia na íntegra aqui (em inglês).

domingo, 3 de maio de 2009

Julie & Julia

Já está circulando na internet o trailer do filme Julie & Julia, baseado no blog que virou livro da Julie Powell sobre a experiência dela cozinhando todas as receitas do livro da Julia Child, Mastering the Art of French Cooking. Eu não li o livro da Powell, mas como fã de carteitinha da Julia Child, mal posso esperar pelo filme. Achei a caracterização da Meryll Streep divina, e espero que tenha muitas cenas com ela no filme, que estréia em agosto.

Smoothie "anticancer"

Eu detesto a idéia de comer alguma coisa estritamente por razões médicas. Acredito que os alimentos que nos fazem bem na maioria das vezes são também deliciosos, e somente por isso devem ser celebrados. Não sou do time que segue fielmente as últimas modas nutricionais.

Tendo dito isto, fiquei curiosa ao saber que a Universidade de Montreal estava promovendo uma série de workshops sobre nutrição com a participação de nutricionistas e chefs, parte de uma série que visa estimular os estudantes e profissionais a levarem uma vida mais saudável. Escolhi um de alimentos contra o cancer e fui conferir - com o pé atrás, mas fui.

Primeiro, adorei a simpática cozinha/oficina da faculdade de nutrição: cada estação é como uma nini cozinha de apartamento pequeno, com armários, fogão e pia. A nutricionista deu a palestra enquanto a chef fazia as demonstrações, e depois cada um dos ouvintes foi para sua estação tentar reproduzir.


Quanto às informações, achei a palestra bem genérica e não ouvi nada que já não tenha lido por aí - que as frutinhas vermelhas são ótimas para a saúde, assim como os cítricos, tomates e legumes da família das couves. A única novidade para mim foi sobre os temperos: a cúrcuma contem antioxidantes e a pimenta do reino ajuda na absorção dos mesmos.

Quanto às receitas, apenas uma me chamou a atenção: um smoothie de frutinhas vermelhas com tofu cremoso. Quase todas as receitas de smoothie que eu já vi na vida pedem a soma de uma banana para ajudar na cremosidade da batida, e como eu detesto banana nunca havia encontrado um substituto à altura. Reproduzi em casa e adorei o resultado: o tofu macio é cremoso, não tem gosto de nada e - bonus - faz bem para a saúde!


Smoothie "anticancer"

- 1 pacote de 300g gramas de tofu macio
- 2 xícaras (500 ml) de frutinhas vermelhas da sua preferência (usei uma mistura congelada de morangos, framboesas e mirtilos)
- 1/4 de xícara de leite integral ou iogurte
- 1/2 xícara de mel

É só bater tudo no liquidificador, acrescentando mais leite ou iogurte e preferir um smoothie mais líquido. Se usar frutas frescas, lembre-se de acrescentar gelo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A Primeira Dama da cozinha

Foto: Reuters

Semana passada, em Washington, Michelle Obama podia ser vista na cozinha de um centro de caridade servindo sopa (de brócolis) e outras comidas saudáveis para a população de baixa renda, enquanto falava dos benefícios de uma alimentação rica em frutas e legumes. Parece que a primeira-dama dos Estados Unidos revolveu tomar para si a campanha pela alimentação saudável e sustentável, uma cobrança que vinha sendo feita ao presidente Obama desde que este tomou posse (e da qual eu já falei aqui).

Embora outras primeiras-damas já tivessem sido adeptas da alimentação orgânica no passado, Michelle Obama é a primeira a colocar o assunto em pauta nacional. E ela já vem fazendo isso desde o primeiro jantar na Casa Branca, quando aproveitou a ocasião para mostrar a cozinha presidencial e falar da importância de se comer alimentos não-industrializados, não-processados, sazonais e localmente produzidos. "Quando você planta uma coisa você mesmo ou consome algo que é fresco e local, na maioria das vezes aquilo vai ter o melhor gosto", disse ela ao New York Times. "Minhas filhas comem mais legumes e verduras se eles são frescos e deliciosos (...) se uma cenoura tem gosto mesmo de cenoura e é incrivelmente doce, elas pensam que estão comendo uma bala" (*).

Os militantes da alimentação orgânica nos Estados Unidos - onde o consumo de comidas industrializadas está diretamente ligado aos altos índices de obesidade, diga-se - estão felizes com a atitude da primeira-dama. "Ela não está apenas dizendo que isto é bom para a família dela, mas que uma alimentação rica em frutas e legumes frescos deve ser uma coisa acessível a todas as comunidades", diz Ruth Reichl, editora da revista Gourmet e uma das pessoas que assinaram uma carta pedindo à Casa Branca para plantar um jardim comestível(**) que sirva de exemplo nacional.

(*)Tradução livre minha. Para ler a matéria original, clique aqui.
(**)Update: O jardim comestível da Casa Branca já está pronto para ser plantado.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Na cozinha da Casa Branca

Um certo dia, quando Bill Clinton ainda era presidente dos Estados Unidos, ligaram para o Chez Panisse avisando que ele gostaria de jantar no famoso restaurante. Alice Waters teve que sair correndo para Berkeley supervisionar tudo e ter certeza que o presidente, conhecido por gostar de hamburguer com batata frita e ter uma quedinha pelos doces, ficaria impressionado com o jantar. O episódio, além de render uma ótima história (relatada com muito mais detalhes na biografia do Chez Panisse), acendeu uma luzinha na cabeça já iluminada da Sra. Waters - e se eles aproveitassem os jardins da Casa Branca para plantar uma horta orgânica? Isso iria certamente colocar o assunto alimentação na pauta nacional.

Foram muitas cartas enviadas ao gabinete presidencial explicando a importância de se promover uma alimentação saudável entre os norte-americanos, muitas das quais respondidas pessoal e graciosamente por Hillary, mas infelizmente a idéia não saiu do papel. Pois agora ela pode virar realidade. Alice Waters e outros chefs e personalidades do mundo gastronômico enviaram uma nova carta ao presidente eleito Obama, pedindo para ele revisitar a idéia da horta na Casa Branca e nomear um "secretário da cozinha" para cuidar formalmente do assunto.

Segundo o New York Times, que foi onde eu fiquei sabendo desta notícia, Sra. Waters diz na carta aos Obamas que a horta presidencial "iria mandar a mensagem poderosa de que as escolhas que fazemos ao comer são fundamentais. Apoiar uma dieta sazonal baseada em legumes e verduras saudáveis e produzidos de maneira sustentável irá não somente alimentar sua família, como também sustentar fazendeiros, inspirar seus convidados e, finalmente, energizar toda a nação" (tradução livre minha, leia a reportagem original aqui). You go, Alice! Quem sabe em breve não veremos belas batatas saltitando das terras que envolvem o escritório oval?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Diário de um foodie

A revista Gourmet tem um especial de reportagens sobre comida chamado Diary of a Foodie, que já está na segunda temporada. Agora eles disponibilizaram todos os episódios completos da primeira temporada no website. Tem até uma reportagem sobre o Brasil muito interessante, junto com outras legais sobre a China, Itália e Espanha. Imperdível!

sábado, 14 de julho de 2007

Controle das porções


O site do Food Network Canada está com uma matéria muito interessante mostrando maneiras fáceis de visualizar o que são as porções recomendadas do que você deve comer. Uma porção recomendada de frango (já cozido), por exemplo, equivale ao tamanho de um baralho. Já uma porção de massa (também cozida) corresponde ao tamanho de uma bola de tênis. Os dadinhos aí de cima equivalem a uma porção de queijo, e por aí vai. Visualizando os tamanhos das porções fica mais fácil de controlar o que se come sem cometer exageros. Eles, como eu, acreditam que não é saudável se privar do que se gosta. Tudo em moderação, inclusive moderação, certo?

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Batatas, batatas, batatas

A revista Coup de Pouce está com um artigo interessantíssimo sobre batatas. Além de explicar sobre as diferentes variedades de batatas, como escolher, conservar etc., ainda traz dezenas de receitas que prometem. Dá para ver a maioria das receitas online, mas é en français.