Gaston, nosso gatão canadense, parece que já está perfeitamente adaptado à nova morada. Adorou a claridade do apartamento e principalmente o chão de azulejos. Seu lugar preferido é a varanda, onde ele fica horas olhando o movimento, mas é só aparecer um beija-flor que ele sai correndo a se esconder, medroso que é.
Mostrando postagens com marcador Gatos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gatos. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Aventuras do gato canadense no Brasil
Gaston, nosso gatão canadense, parece que já está perfeitamente adaptado à nova morada. Adorou a claridade do apartamento e principalmente o chão de azulejos. Seu lugar preferido é a varanda, onde ele fica horas olhando o movimento, mas é só aparecer um beija-flor que ele sai correndo a se esconder, medroso que é.
domingo, 2 de novembro de 2008
A clássica pose
sábado, 6 de setembro de 2008
O co-autor da minha tese


Gaston parece que adivinha os momentos em que meu corpo, seguido de perto pela mente, não aguentam mais trabalhar nessa bendita tese. Todos os dias, meu fiel e paciente companheiro de estudos, movido, talvez, por ciúme dos livros aos quais me dedico por horas a fio, sai do seu lugar cativo na janela e senta-se bem em cima do que quer que eu esteja lendo. Deleuze, Ricoeur e Genette já devem estar espirrando de tanto pêlo solto entre suas páginas. Sem a menor cerimônia, ele me olha com essa cara de "chega de estudar, agora é hora de cuidar de mim!". E quem é que resiste? Eu tomo isso como um sinal bemvindo de que é mesmo hora de dar uma pausa.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Como fazer amigos e influenciar pessoas (com comida e gatos)
Nossa amizade com os vizinhos começou bastante tímida: basicamente, trocávamos olhares curiosos sobre o que saía das churrasqueiras um do outro pela varanda. Pelas ervas frescas crescendo na jardineira deles percebemos que eles, também, gostavam de comer e cozinhar. Passamos então a trocar tchauzinhos. Às vezes, passávamos pela porta deles e sentíamos o cheiro de algo delicioso sendo preparado. Creio que o mesmo acontecia do lado de lá.
Entretanto, só nos apresentamos formalmente depois que um problema qualquer no prédio nos obrigou a sair para o lobby - Gaston tentou fugir, como sempre, e nos pusemos a conversar sobre gatos. Eles estavam pensando em adotar um filhotinho também na SPCA, e demos algumas dicas. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que nossas afinidades iam além de gatos e comida: ela também é estudante em tempo integral, interessa-se pela cultura latino-americana e sabe até tocar percussão. E ele, que já fez curso de barman, é mestre em fazer caipirinhas.
Julie e Philippe tornaram-se nossos primeiros amigos vraiment quebecois, e são uma espécie de versão francófona da gente; não demorou muito para as gostosuras começarem a ir de apartamento para apartamento. Fizemos uma pequena feijoada para eles, que adoraram (apesar de não ter ficado das melhores); e já comemos frango assado e uma pizza caseira deliciosa na casa deles. Temos um no outro cobaias sempre prontas e dispostas a experimentar algo novo, ou emprestar um ingrediente que esteja faltando (além de cat-sitters altamente qualificados).
Hoje em dia até Gaston e Gardelle (a gatinha que eles adotaram) ficaram amigos, apesar de serem verdadeiros opostos: ela, pequena e arisca, e ele, grande e preguiçoso. Enquanto os gatos correm atrás um do outro, nós conversamos horas a fio sobre ingredientes, restaurantes e mercados. É uma delícia falar sobre comida (e cozinhar) com quem tem o mesmo interesse que você no assunto, e quem sabe a importância de um prato feio com esmero e os melhores ingredientes.
Outro dia eles nos convidaram para uma refeição bem francófona e invernal: raclette. Apesar de ser também de origem suíça, este prato não ficou tão popular quanto o fondue no restante do mundo. Eu achei não só mais prático, como também mais variado e mais leve que aquele fondue onde frita-se a carne no óleo e depois todo mundo fica com cheiro de gordura.

O aparelho consiste numa chapa elétrica em cima, com pequenas "panelinhas" na parte de baixo onde coloca-se pedaços de queijo para serem derretidos. O queijo raclette, que deu nome ao prato, é especialmente saboroso e derrete divinamente. Os suíços comem este prato com muitos picles e conservas, mas nós fomos de carne, frango e vegetais frescos, que grelhamos na hora sobre a chapa enquanto tomávamos um vinho espanhol maravilhoso.

O interessante da raclette é que cada um come o que quiser, no seu ritmo e da sua maneira: pode-se derreter o queijo e colocar sobre o pão, ou fazer um sanduíche com a carne grelhada, ou passar a carne nos molhos, ou fazer uma versão vegetariana, enfim, as opções são inúmeras. Não é muito diferente do bulgogi (o churrasquinho coreano) que comemos há algumas semanas, o que me fez pensar que quase todas as culturas têm uma versão do prato faça-você-mesmo-e-cozinhe-na-hora. Porque simplesmente é muito gostoso e divertido.
Um brinde às novas amizades!
Entretanto, só nos apresentamos formalmente depois que um problema qualquer no prédio nos obrigou a sair para o lobby - Gaston tentou fugir, como sempre, e nos pusemos a conversar sobre gatos. Eles estavam pensando em adotar um filhotinho também na SPCA, e demos algumas dicas. Conversa vai, conversa vem, descobrimos que nossas afinidades iam além de gatos e comida: ela também é estudante em tempo integral, interessa-se pela cultura latino-americana e sabe até tocar percussão. E ele, que já fez curso de barman, é mestre em fazer caipirinhas.
Julie e Philippe tornaram-se nossos primeiros amigos vraiment quebecois, e são uma espécie de versão francófona da gente; não demorou muito para as gostosuras começarem a ir de apartamento para apartamento. Fizemos uma pequena feijoada para eles, que adoraram (apesar de não ter ficado das melhores); e já comemos frango assado e uma pizza caseira deliciosa na casa deles. Temos um no outro cobaias sempre prontas e dispostas a experimentar algo novo, ou emprestar um ingrediente que esteja faltando (além de cat-sitters altamente qualificados).
Hoje em dia até Gaston e Gardelle (a gatinha que eles adotaram) ficaram amigos, apesar de serem verdadeiros opostos: ela, pequena e arisca, e ele, grande e preguiçoso. Enquanto os gatos correm atrás um do outro, nós conversamos horas a fio sobre ingredientes, restaurantes e mercados. É uma delícia falar sobre comida (e cozinhar) com quem tem o mesmo interesse que você no assunto, e quem sabe a importância de um prato feio com esmero e os melhores ingredientes.
Outro dia eles nos convidaram para uma refeição bem francófona e invernal: raclette. Apesar de ser também de origem suíça, este prato não ficou tão popular quanto o fondue no restante do mundo. Eu achei não só mais prático, como também mais variado e mais leve que aquele fondue onde frita-se a carne no óleo e depois todo mundo fica com cheiro de gordura.

O aparelho consiste numa chapa elétrica em cima, com pequenas "panelinhas" na parte de baixo onde coloca-se pedaços de queijo para serem derretidos. O queijo raclette, que deu nome ao prato, é especialmente saboroso e derrete divinamente. Os suíços comem este prato com muitos picles e conservas, mas nós fomos de carne, frango e vegetais frescos, que grelhamos na hora sobre a chapa enquanto tomávamos um vinho espanhol maravilhoso.

O interessante da raclette é que cada um come o que quiser, no seu ritmo e da sua maneira: pode-se derreter o queijo e colocar sobre o pão, ou fazer um sanduíche com a carne grelhada, ou passar a carne nos molhos, ou fazer uma versão vegetariana, enfim, as opções são inúmeras. Não é muito diferente do bulgogi (o churrasquinho coreano) que comemos há algumas semanas, o que me fez pensar que quase todas as culturas têm uma versão do prato faça-você-mesmo-e-cozinhe-na-hora. Porque simplesmente é muito gostoso e divertido.
Assinar:
Postagens (Atom)


