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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Iogurte "estilo grego" em casa
Não pude deixar de notar que, ultimamente, as gôndolas dos supermercados (e seus respectivos comerciais na televisão) foram invadidas pela "novidade" do iogurte estilo grego, que já é velho conhecido em outras partes do mundo. Trata-se de um iogurte mais concentrado, com maior teor de gordura e menos líquido que o tradicional. Delicioso e ótimo para fazer molhos mais encorpados.
O problema, como sempre, é que os industrializados vêm todos já adoçados e cheios de conservantes e outros aditivos impronunciáveis. Uma besteira, já que é tão fácil fazer o iogurte natural de todo dia virar um rico e cremoso iogurte "estilo grego" em casa.
Basta colocar o iogurte natural num paninho bem fino (eu uso um filtro de café que comprei exclusivamente para isso, mas pode ser uma fralda de pano limpa) e deixar dentro de um outro recipiente para conter o líquido. Deixe na geladeira de um dia para outro.
No dia seguinte, voilà, o líquido terá escorrido para o recipiente e o iogurte estará bem mais cremoso e concentrado. Quanto mais tempo ficar na geladeira, mais concentrado e gostoso ele fica. Você pode usar para fazer molhinhos de salada interessantes, misturar com limão e fazer creme azedo, substituir o cream cheese, ou comer como iogurte mesmo, misturado com frutas e um fiozinho de mel.
O da foto acima eu misturei com uma polpinha de morangos amassados para Marcel (da*****inho uma ova!)
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Muffin integral de banana para um aniversariante decidido
Não sei se foi coincidência ou um sinal da maioridade, mas desde que soprou a primeira velinha Marcel passou a rejeitar alguns alimentos que sempre(*) fizeram parte do seu cardápio, especialmente as frutas in natura do café da manhã. Come dois pedaços da pêra (ou maçã, banana, melão, mamão) e depois trava a boca. Foca o olhar bem no meu prato e solta o verbo naquele linguajar típico dos bebês, que eu traduzi livremente como: "mamãe, agora que estou cada vez mais capaz de mastigar e digerir os alimentos, já posso comer coisas mais incrementadas, né não?". Tá certo meu filho.
O único problema é que, na minha opção por oferecer alimentos não-industrializados e não-adoçados, as opções de café da manhã ainda são um pouco limitadas. Já ofereci pão integral, que provocaram palminhas de alegria quando suas mãozinhas conseguiram levar os pequenos pedaços do prato à boca. Já ofereci iogurte natural batido com frutas e aveia, que também fez sucesso. O queijo frescal ainda provoca caretas, acredito que seja salgado para seu paladar (se já é para o meu... alguém aí sabe se existe versão sem sal, ou terei que partir para a produção caseira?).
A receita mais nova que testei com sucesso foi a destes muffins integrais de banana, que combinam perfeitamente a textura do pão que ele adora com o sabor e os nutrientes da fruta que não podem faltar, especialmente de manhã. Além de saborosos (o marido aprovou, já que eu continuo sem comer bananas), podem ser congelados e levados para o lanche fora de casa.
Não sei se ele gostou mais pelo sabor ou pela felicidade de conseguir se alimentar sozinho...
Muffins integrais de banana
(Receita adaptada do livro Super Natural Cooking, de Heidi Swanson)
Rende 12 muffins grandes
- 2 xícaras de farinha de trigo integral
- 2 colheres de chá de fermento químico
- uma pitada de sal marinho
- 1/4 de xícara de aveia em flocos (mais um punhado para polvilhar por cima)
- 6 colheres de sopa de manteiga sem sal em temperatura ambiente
- 3/4 de xícara de açúcar mascavo (usei metade açúcar e metade melaço de cana)
- 2 ovos orgânicos grandes
- 2 colheres de chá de extrato de baunilha natural
- 1 xícara de iogurte natural integral
- 1 xícara e 1/2 de bananas maduras amassadas (três bananas grandes)
Pré-aqueça o forno em temperatura média e forre uma forma para muffins com forminhas de papel. Numa vasilha, combine a farinha, fermento, sal e aveia. Na batedeira, bata a manteiga até ficar pálida e cremosa, adicione o açúcar, melaço, ovos, baunilha, iogurte e bananas até incorporar tudo. Junte os ingredientes secos somente até incorporar, cuidando para não mexer demais. Coloque nas forminhas, polvilhe com aveia se desejar e asse por aprox. 30 minutos, ou até que os muffins fiquem dourados.
(*) SEMPRE, uma palavra tão absoluta, mas que na vida de um bebê quer dizer há apenas alguns meses. Será que só eu acho isso engraçado?
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Panquecas para um domingo preguiçoso
Acordei no domingo com vontade de comer panquecas, daquelas que estamos acostumados a ver nos filmes e desenhos animados americanos. Só de pensar na imagem daquela pilha de panquecas quentinhas e fofinhas eu já podia sentir o gosto - o que me pareceu estranho, muito estranho aliás, já que eu nunca havia feito nem comido as tais panquecas antes. Quem mandou ver tanto filme? Já estou imaginando coisas.
Recorri ao Mark Bittman e seu How to cook everything vegetarian para a receita que segue abaixo. Ele dá ainda dezenas de dicas de como variar as panquecas e torna-las um pouco mais nutritivas, mas eu estava atrás da receita tradicional mesmo. Tenho a impressão de que a nossa farinha é um pouco mais densa que a norte-americana, portanto procurei fazer as panquecas bem finas para que não ficassem muito massudas.
Embora sejam em si um pouco adocicadas, as panquecas precisam ser ajudadas com alguma coisa doce - uns derretem manteiga por cima, outros geléia de fruta, mas o mais tradicional é o xarope de bordo (maple syrup). Eu aproveitei uma lata que ainda tinha do Canadá e achei uma delícia. É um tipo de café da manhã para se fazer nos dias de preguiça e aproveitar com calma, de preferência de pijamas, sem pressa e sem culpa.
Massa de panquecas
(Receita do livro "How to cook everything vegetarian", de Mark Bittman)
- 2 xícaras de farinha de trigo
- 2 col. de chá de fermento químico
- uma pitada de sal
- 1 col. de sopa de açúcar (opcional)
- 2 ovos
- 1 e 1/2 a 2 xícaras de leite
- 2 col. de sopa de manteiga derretida (opcional)
Enquanto faz a massa, esquente uma frigideira em fogo médio (quanto maior for a superfície da frigideira, mais panquecas você fará ao mesmo tempo) e ligue o forno também em temperatura média.
Misture todos os ingredientes secos numa vasilha funda. Em outra vasilha, coloque o leite, a manteiga (se for usar) e quebre os dois ovos. Bata bem até misturar tudo e coloque essa mistura na vasilha com os ingredientes secos.
Misture bem, mas não precisa ser demais - se ficarem ainda alguns carocinhos, não tem problema. A massa deve ficar grossa mas ainda maleável, se ficar grossa demais coloque um pouco mais de leite (*a minha ficou na consistência ideal).
Usando uma concha, coloque um pouco da massa na frigideira quente, fazendo círculos do tamanho que desejar. Se a frigideira for anti-aderente não precisa usar manteiga ou óleo (*eu usei um pouco de manteiga). Quando começarem a aparecer bolhas na superfície da massa, vire-as com a ajuda de uma espátula e deixe dourar do outro lado. Este processo não leva mais de três minutos.
A quantidade de massa é suficiente para quatro pessoas. Se for fazer mais ou demorar um pouco para servir, coloque as panquecas prontas numa assadeira e deixe no forno morno para que não esfriem. Sirva quente com manteiga derretida, geléia ou xarope.
--> Dica do Bittman 1: Se quiser fazer apenas algumas panquecas de cada vez, você pode fazer a massa e deixar na geladeira durante dois ou três dias.
--> Dica do Bittman 2: Você também pode deixar todos os ingredientes secos já pré-misturados na sua despensa, e juntar apenas os ovos, leite e manteiga quando quiser panquecas fresquinhas.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Sorvete de café estilo vietnamita

Vietnamese coffee, ou café vietnamita, é como é conhecida a deliciosa mistura de café espresso e leite condensado. Tenho certeza que muita gente no Brasil (e na América Latina em geral, por onde o leite condensado é bem popular) costuma tomar café desse jeito, mas eu confesso que nunca tinha visto até ir num restaurante oriental pelas bandas de cá. Depois, na China, reparei que toda mesa de café da manhã tinha uma latinha de leite condensado do lado do bule de café. Como eu não pensei nisso antes? Simplesmente delicioso.
Folheando o livro do David Lebovitz à procura de um sorvete de café, me deparei com essa receita de vietnamese coffee ice cream estupidamente simples: misturar uma lata de leite condensado (equivalente a 1 1/4 de xícaras) com a mesma quantidade de café expresso ou do café mais forte que você conseguir produzir. Diluir com 1/4 de xícara de leite, se precisar, e colocar para gelar antes de colocar na sorveteira. Pronto. É só isso.
O leite condensado funciona como agente duplo: ao mesmo tempo em que adoça o café fortíssimo, engrossa o líquido garantindo um sorvete de textura extremamente cremosa. O resultado é um sorvete com gosto pronunciado de café, doce na medida certa e com um tom de caramelo ali no fundo. Entretanto, assim como acontece com o sorvete facílimo de Nutella, este se derrete em questão de segundos depois de sair do congelador, e nunca ficará com a consistência de um sorvete tradicional. Mas tudo bem, eu já sabia que uma receita simples e deliciosa desse jeito tinha que ter o seu porém - que, convenhamos, nem é tão mal assim. Eu adoro sorvete derretido...
Eu comi a primeira leva desse sorvete praticamente sozinha, e já estou maquinando drinks e smoothies que eu possa fazer com ele para o verão. O sujeito que primeiro teve a idéia de misturar café com gelo é um gênio, viu(*). Tem alguma coisa de estranhamente prazeiroso, de imprevisível para os sentidos, em se tomar uma coisa gelada com o gosto de uma coisa quente - ou que pelo menos estamos acostumados a associar com a sensação de "quente". Sem falar que o sabor do café intensifica-se, torna-se mais doce quando submetido a experiências geladas. Uia, esse post já virou conversa de viciada...
*Pesquisas rápidas (portanto nada confiáveis) pela internet revelaram que o café gelado provavelmente já existia desde o início do século XIX, no Japão e na Austrália. Eu digo que o inventor dessa delícia deve ter sido um canadense, porque o povo daqui não sabe o que fazer com as mãos se não estiverem ocupadas com um copão de café: no inverno um café quentão para esquentar o corpo, e no verão um frapuccino geladíssimo para refrescar.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Cappuccino

Minha querida amiga Paula pediu para que eu postasse mais receitas com café, começando pelas mais básicas e tradicionais. Tarefa que me pareceu altamente agradável, pois eu amo café e não sou ninguém sem um cappuccino. Enquanto preparava um para o meu sagrado lanche da tarde, pus-me a pensar como é simples, e divino, o cappuccino: um expresso bem forte e doce, um dedinho de leite cremoso (não muito, senão vira latte) e aquela espuma irresistível do leite quente batido.
Pois bem, fazer o cappuccino é extremamente simples, o problema é que você precisa de alguns aparatos indispensáveis, e muitos deles podem custar caríssimo. O primeiro deles é uma máquina de fazer expresso. E se você não tem dinheiro para bancar uma dessas, não se preocupe, porque uma dessas te dá o expresso mais gostoso que você será capaz de fazer em casa.
A minha nem é italiana legítima e funciona que é uma beleza. O segundo aparato importante é o negocinho de bater o leite até formar aquela espuminha. Pode parecer frescura, mas a espuminha é importante: além de fornecer o visual de um cappuccino profissional, ela mantém a temperatura do café estável para que você possa saborear seu cappuccino bem devagar. Aqui também os preços variam do absurdo, só para profissionais, ao baratinho que dá o mesmo efeito. E, novamente, é uma dessas baratinhas que eu tenho e uso.
Pois bem, agora que você já tem todos os seus aparatos, como fazer um tradicional cappuccino? Bem fácil: faça um café expresso bem forte na sua maquininha italiana (ou não), e enquanto isso esquente um ou dois dedinhos de leite (a proporção correta é 1/3 de leite para uma xícara de expresso, mas use o quanto quiser). Pode esquentar no microondas, mas não deixe ferver. Quando o leite estiver quente, incline a panela e meta o seu "frother" até começar a formar uma espuma na superfície. Sirva o expresso na xícara, adoce e mexa bem para evitar que o açúcar fique todo no fundo da xícara, porque depois de colocar sua espuminha em cima você não vai estragar tudo mexendo o café, não é mesmo? Então, depois, com uma colherzinha, empurre a espuma do leite e deixe cair no café o leite que ainda está líquido. Finalize com a espuma por cima e uma pitadinha de canela para aromatizar tudo. Paulinha, espero que goste ;-)
PS: Este site dá uma dica interessante para quem não tem a maquininha de fazer espuma. Dá mais trabalho, é verdade, e não sei se funciona mesmo, mas pode ser uma saída interessante.
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