sábado, 31 de janeiro de 2009

Creme de milho sem creme


Dia desses deu uma vontade de comer creme de milho, que era uma coisa que eu adorava quando criança e comia sempre em casa. O único detalhe é que eu não tinha nenhuma receita e não fazia idéia de como se faz creme de milho. Uma busca pela net trouxe receitas e mais receitas que pediam doses cavalares de creme de leite (tonta, porque acha que o prato se chama creme de milho?!?), só que eu queria uma coisa mais leve. Então fui com uma adaptação que ficou bem gostosa.

Peguei uma lata de milho em conserva - infelizmente, é o único milho que temos disponível no inverno - e coloquei no processador com um pouco de caldo de galinha (que pode ser água), depois bati até virar uma papa e penerei para me livrar dos pedaços maiores de milho destroçados. Uma segunda lata de milho foi para a panela com uma colher de manteiga, sal, pimenta e um dente de alho ralado. Depois juntei a papa ao milho refogado e cozinhei por mais uns minutos. Para engrossar o creme, misturei mais uma colher de manteiga com uma de farinha e incorporei ao milho, misturando bem até que tudo estivesse cremoso.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Chá verde japonês



Estou viciada neste chá verde japonês. Ele vem misturado com grãos de arroz integral assados que dão aquele gostinho de coisa tostada. Alguns grãos explodem ao serem assados e viram divertidas pipocas de arroz!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ervilhas à francesa


Sinceramente, não sei o que faz estas ervilhas serem francesas - provavelmente a adição de bacon, ou lardon, que os franceses usam como tempero e colocam em tudo quanto é prato. Só sei que quando vi esta receita na TV fiquei com água na boca, porque logo imaginei as cebolinhas caramelizadas misturadas com a riqueza salgada do bacon e a doçura natural das ervilhas. Um ótimo prato de acompanhamento para ser servido com qualquer carne, ou não.

Ervilhas à francesa
(Receita adaptada do programa French Food at Home, com Laura Calder)

*Fiz para duas pessoas, mas a receita pode facilmente ser dobrada para servir mais.

- Uma xícara de ervilhas congeladas
- Cinco ou seis cebolinhas (pearl onions)
- Meia xícara de caldo de galinha (pode ser água)
- Três fatias de bacon cortado em pedaços
- Uma colher de sopa de manteiga
- Folhas de alface (*não usei porque não tinha alface)

Comece descascando as cebolinhas, o que pode ser uma tarefa sofrida se elas forem bem pequeninas. Quando eu tenho muitas cebolinhas para descascar eu as coloco em água fervente por alguns segundos, mas como eram poucas usei apenas a ponta da faca e muita paciência. Corte-as ao meio, cuidando para deixar a raiz intacta, caso contrário a cebolinha se desfaz no meio das ervilhas - o que não ficaria ruim, apenas diminuiria o impacto visual do prato.

Numa panela, coloque a manteiga para derreter e doure as cebolinhas. Quando estas estiverem douradas, coloque o bacon e deixe este dourar também. Depois coloque as ervilhas e o caldo. Corte as folhas de alface em tiras fininhas e coloque na panela. Tempere com sal e pimenta à gosto e deixe cozinhar até o líquido amolecer a alface e reduzir até quase secar. Se estiver usando ervilhas frescas, este processo vai demorar alguns minutos, mas com ervilhas congeladas é coisa rápida. Sirva em seguida.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Minha salada Cobb


Na famosa salada Cobb tradicionalmente encontra-se uma combinação de alface, tomate, queijo, abacate, bacon, ovos cozidos e frango. Mas como diz a lenda que a salada foi inventada na calada na noite a partir de restos que o chef norte-americano Robert H. Cobb encontrou na geladeira, me senti na liberdade de adaptar com o que eu tinha à disposição. Acho que ele não ia se importar, desde que eu não desviasse demais do conceito original.

Então a minha salada Cobb foi: meio pé de alface Boston, uma fatia de prosciutto assado até ficar crocante e quebrado em pedaços, um abacate pequeno maduro cortado em cubos, uma fatia de abacaxi cortado também em cubos, um pedaço de queijo gorgonzola despedaçado, um ovo cozido e nozes. Para a vinagrete misturei mostarda Dijon, mel, vinagre de vinho Xerez, azeite de oliva, azeite de nozes, sal e pimenta. Ficou de-li-ci-o-sa!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Co-co-ri-có



Essa galinha simpática (deu para ver de que é feita?) me fez lembrar da Fer e da minha mãe - as duas adoram galinhas d'Angola!

Creme de cogumelos

Depois que eu passei a incluir cogumelos no meu cardápio, as receitas com os mesmos começaram a apontar por todos os lados. Não é isso o que dizem que acontece com a mulher que, quando engravida, passa a ver outras grávidas e bebês em todos os cantos? Naturalmente, tudo é perspectiva - cogumelos e grávidas já estão no mundo, é só uma questão de escolher prestar atenção neles.

Pois bem, nesta minha nova perspectiva sobre os cogumelos, havia uma receita que provaria de uma vez por todas meu recém-adquirido gosto pelos fungos, uma pièce de resistance por assim dizer: o creme de cogumelos. Sim, porque trata-se de cogumelos em sua mais potente e gloriosa forma, no papel principal e sem muitos coadjuvantes para alterar o sabor. A base foi uma receita do site Epicurious, mas tive que fazer tantas adapatações que terminou virando outra coisa.


Creme de cogumelos

- 5 xícaras de caldo de frango
- 400g de cogumelos crimini frescos
- 100g de cogumelos shiitake frescos
- uma cebola média cortada em pedaços
- dois dentes de alho cortados em pedaços
- duas colheres de sopa de manteiga
- 1/4 de xícara de vinho branco
- 1/4 de xícara de creme de leite fresco
- uma colher de chá de tomilho (usei seco mas o fresco é o ideal)

Para começar, coloquei o caldo de frango para esquentar numa panela e juntei a ele os talos dos cogumelos crimini. Cortei os cogumelos em pedaços e levei a uma outra panela com a manteiga, a cebola e o alho. Quando os cogumelos estavam macios e dourados, juntei o tomilho e o vinho. Deixei o vinho evaporar um pouco, depois juntei o caldo de galinha (com os talos dos cogumelos removidos). Deixei cozinhar em fogo baixo por uns vinte minutos, depois bati tudo com o mixer de imersão até virar um creme o mais homogêneo possível. Provei, acertei o sal e a pimenta e coloquei o creme de leite.

Gostei bastante dessa sopa, apesar de tê-la achado um pouco pesada. O sabor dos cogumelos é forte e earthy, mas a textura do creme é inesperadamente delicada - eu, que ainda não me acostumei muito com a textura dos cogumelos frescos, adorei essa parte, mas fique à vontade para deixar os cogumelos em pedaços se preferir. Da próxima vez vou tentar também substituir o creme de leite por leite evaporado ou leite integral para ver se obtenho um resultado mais leve.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Ovos cozidos no molho de tomate

Há algum tempo estava vendo o programa da Martha Stewart (provavelmente um bem antigo) quando ela chamou em cena uma de suas produtoras para dar uma receita de ovos cozidos no molho de tomate. Ela disse que era um prato super fácil, prático, barato e rápido de fazer para sua grande família - se não me engano a moça tinha um monte de filhos e comprava dezenas de quilos de carne por semana. Além disso, pode ser servido como café da manhã, almoço ou jantar.

Sabe quando você vê alguma comida sendo feita na televisão e tem um desejo incontrolável de comer aquilo imediatamente? Foi o que aconteceu comigo quando eu vi esta receita. Bem, na verdade foi mais ou menos o que aconteceu comigo, porque o desejo incontrolável sumiu por algum motivo entre o momento em que eu estava vendo TV e o momento em que fui fazer o jantar.

Só recentemente, quando eu pensava pela enésima vez no que fazer para o jantar - eu queria alguma coisa quente mas que não fosse sopa, substancial mas que não fosse massa ou sanduíche - esse prato voltou à minha cabeça. Pelo que eu me lembrava a receita era tão simples que nem me dei o trabalho de procurá-la no site da Martinha, e fiz de cabeça. É 1-2-3:


1 - Faça um molho de tomate ou, se a preguiça for muita e/ou o tempo apertado, abra uma lata do seu molho de tomate pronto favorito numa panela para esquentar. Eu fiz este bem simples com cebola e alho dourados no azeite e uma lata de tomates pelados batidos. Deixei cozinhar uns quinze minutos e juntei um pouco de extrato de tomate para ficar mais grossinho. Temperei com sal, pimenta, orégano seco e pimenta calabresa.



2 - Quebre alguns ovos sobre o molho de tomate quente (quebrei dois por pessoa porque estávamos com muita fome) e tampe a panela. Você pode também dispor o molho de tomate em ramequins individuais, quebrar os ovos e levar ao forno. Enquanto os ovos cozinham, esquente fatias de baguette ou de qualquer pão da sua preferência.


3 - Depois de aproximadamente seis minutos, os ovos deverão estar cozidos e com a gema mole - por causa de um desequilíbrio no meu fogão alguns ovos cozinharam mais rápido que outros, o que me fez arrepender-me de não ter feito em ramequins individuais. Retire os ovos com uma colher e coloque sobre o pão tostado, colocando mais ou menos molho conforme a sua preferência. Termine com queijo parmesão ralado por cima. Pode comer assim mesmo ou com uma saladinha verde acompanhando.