quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ovos poché (a versão preguiçosa)

Me diverti muito lendo o manual da Ana Elisa para fazer ovos poché, porque eu também sofria deste mal de amar ovos desse jeito mas não ser craque em fazê-los. Só que ao invés de dominar a técnica correta, como ela fez, eu terminei comprando essas simpáticas forminhas de silicone que prometiam ovos poché perfeitos toda vez. Eu não sou a maior adepta de bugigangas desnecessárias na cozinha, mas não resisti ao olhar pidão meio vesgo do pintinho (nem à promessa de ovos perfeitos toda vez). Daí que comprei dois poachies e esperei um dia de fim de semana para testá-los.




A melhor coisa do poachie é que ele termina com a insegurança de ter que quebrar os ovos diretamente sobre a água fervente. Não sei vocês, mas toda vez que eu ia fazer ovos poché do modo tradicional eu ficava alguns segundos parada com o ovo na mão, olhando para a panela de água fervente e me perguntando "é assim mesmo?". Toda vez. Com o poachie você quebra o ovo dentro do recipiente de silicone e o coloca para flutuar na água fervente, depois tampa a panela. O ovo então cozinha no vapor, e não diretamente na água como no modo tradicional.

Parece muito simples, mas vou logo dizendo que foram precisas três tentativas para eu conseguir um ovo perfeito (funciona toda vez uma ova...). Da primeira vez eu deixei o poachie virar e o ovo ficou metade na água, metade na forma de silicone. Com mais cuidado e ajuda de uma escumadeira, fui para o ovo número dois, que cozinhou exatos sete minutos. Eu podia jurar que a clara ainda estava mole demais, mas quando retirei o poachie da água vi que não só a clara, mas a gema também estava dura e isso para mim é um dealbreaker quando se trata de ovo poché.

Para a tentativa número três, deixei o ovo cozinhar em menos água por menos tempo (exatos quatro minutos). O ovo ficou com uma consistência ideal: gema mole coberta por uma camada de clara cozida, mas não dura. Tá, mas como é que eu tiro o ovo da forma? Fiz como se estivesse desenformando uma panna cotta, passando a lâmina de uma faquinha pelos lados até o fundo se desgrudar de uma só vez. Et voilà! Saiu uma rodelinha perfeita de ovo poché diretamente em cima da torrada.

Tudo bem que aquele círculo geometricamente perfeito não parecia lá com alguma coisa que tenha saído de uma galinha, mas o que importa é que ficou bom. Deu trabalho no início, mas considero isso natural quando se está lidando com um equipamento novo. Uma vez dominadas as suas particularidades, cheguei à equação (panela grande com 1/3 de água fervente + escumadeira para ajudar + quatro minutos cravados + faquinha para desenformar) que me garante, sim, um ovo poché perfeito toda vez. Se tudo isso valeu a pena ainda não sei, mas continuo achando o pintinho vesgo uma graça.

4 comentários:

Renata Gaeta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata Gaeta disse...

Lud,
Vc riu com a Ana Elisa e eu ri com vc... como uma coisa tão simples pode nos dar tamanho baile... tbém sou dessas, não consigo fazer um pochezinho descente... vou ver se encontro um apetrecho desses aqui pelas bandas brasileiras.
bjs

Tássia Novaes disse...

Oi Lud!
Acabo de preparar uma receita sua, que tava com vontade de fazer faz um tempão: o carbonara com abobrinha, diretamente do Canadá para a Bahia =) Ficou uma delícia... tô aqui saciada, ou melhor estamos! Eu e povo aqui de casa - meus pais e minha irmã. Não sou muito de ir pra cozinha, pq meus pais (ambos) cozinham muito bem... mas vc explica tudo tão direitinho, tão didático, fica fácil... Até postei os bastidores da comilança no meu blog - tassianovaes.blogspot
Vai lá ver a aparência, se tá aprovado,rsrs. Meu primeiro carbonara, inesquecível =))))
Um beijo pra vc, outro pra Luis.

Mari Rezende disse...

Ludmila,
Realmente, o pintinho vesgo é uma fofura! Tenho o mesmo problema com ovos poché. Porque é tão chato fazê-los? Acho que o medo de fazer besteira é tanto que quando dá certo o ovo fica até mais gostoso, hehehe!
Beijinhos!