sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Top 10 utensílios de cozinha sem os quais não vivo

Há algumas semanas a Simone me perguntou umas dicas de utensílios de cozinha para ela comprar aqui no Canadá. Achei a pergunta ótima e oportuna para a realização de um post, que ficou enrolando, enrolando até que finalmente decidiu sair. Confesso que foi difícil elaborar um Top 10 dos utensílios sem os quais não existo na cozinha... Para chegar a um número fechado tive que elaborar alguns critérios: eliminei os utensílios básicos, tipo panelas, pratos e talheres, e me concentrei somente naqueles que eu tenho e uso diariamente ou quase. Não estabeleci preço nem ordem de importância: tem de bugiganga até eletrodoméstico carésimo. Eis o meu Top 10:

1. Faca
Eu sei que disse que não ia falar dos utensílios mais básicos, mas acho que sempre é bom reiterar a importância de se ter uma boa faca na cozinha. Uma faca adequada para o serviço e bem afiada poupa tempo, stress e energia de quem cozinha, e para quem tem que cortar, picar e fatiar um montão de coisa isso é muito importante. Uma faca boa e pesada não precisa ser cara, e você também não precisa comprar um jogo inteiro: basta uma faca do chef para toda hora e uma faca pequena e delicada para descascar frutas e fazer pequenos cortes.

2. Mini processador
Eu sou fã do bom e velho pilão e socador, mas o mini processador também tem seu lugar na cozinha. Bom especialmente para triturar cebola e alho bem trituradinhos, fazer pequenos purês e marinados. Dá um certo trabalho para lavar, é verdade, mas compensa. Eu não tenho um processador grande, daqueles com lâminas que fatiam, ralam e trituram, então compenso com o mini-processador e o mandoline.

3. Mandoline
Indispensável para fatiar legumes bem fininhos e sempre do mesmo tamanho. Se a sua habilidade com a faca for profissional acho que dá para passar sem ele, mas para nós, simples mortais, essa bugiganga é um achado. Como muitos outros utensílios de cozinha, você encontra mandolines de todos os tamanhos e preços: desde os de inox com lâminas reguláveis até os de plástico baratinho (e que funcionam muito bem, obrigado).

4. Mini mixer
Este foi um achado mesmo: achei por menos de cinco dólares escondido numa barraquinha de livros (?). Tem o motorzinho movido a pilha e quatro tipos de batedores diferentes: um para fazer espuma de leite para capuccinos, um para bater vinagretes, um ótimo para fazer maioneses e hollandaises sem falha, e um para misturar drinks. Pode parecer super supérfluo, mas eu uso praticamente todos os dias (principalmente para fazer vinagretes e capuccinos).

5. Steamer
Eu acredito que ter um steamer na cozinha é indispensável, já que todo mundo está cansando de saber dos benefícios do cozimento a vapor sobre o cozimento tradicional: além de não usar gordura, é rápido e conserva mais nutrientes nos vegetais. Além disso, você pode fazer refeições inteiras usando um steamer de bambu de dois andares, facilmente adquirido em qualquer lojinha de produtos asiáticos. Hoje em dia muitas panelas já vêm com uma bandeja de cozimento a vapor que também é ótima.

6. Microplane/zester
Quem costuma assistir aos programas de culinária na TV já deve ter percebido que os celebrity-chefs não vivem sem um zester para tirar raspas de cítricos ou ralar gengibre, alho e queijo bem rapidinho. Pode parecer um luxo dispensável, mas a verdade é que ter um zester ao alcance das mãos faz com que você use mais e melhor os temperos disponíveis, portanto trata-se de um elemento importante na cozinha. É bem verdade que o microplane que os chefs usam custa o olho da cara, mas existem versões menos poderosas por uma fração do preço.

7. Máquina de arroz
Olha, não é só porque eu estudo cinema chinês que virei devota das máquinas de arroz. Hoje em dia eu não consigo imaginar a minha vida sem uma dessas. Se é prática? Pense assim: numa refeição completa, é menos uma coisa para se preocupar. Sim, porque a máquina faz tudo: você só coloca o arroz e a água, joga uns temperinhos se quiser, e liga na tomada. Até as mais vagabundas têm um mecanismo que desliga sozinho quando o arroz fica pronto, então nada de ficar de olho na panela, bye-bye para arroz queimado ou empapado. Você pode controlar a consistência do arroz de acordo com a quantidade de água acrescentada (lembrando que os asiáticos preferem arroz coladinho), só não dá para fazer arroz temperado, risotto, pilaf ou paella porque aí também já é querer demais.

8. Secador de salada
Para mim este ítem entraria na lista de coisas básicas, mas a verdade é que muita gente não tem um secador de saladas em casa. Mas é tão mais fácil do que lavar a alface na pia e secar com pano de prato, sem falar que faz um trabalho muito mais competente, especialmente para quem compra alface na feira que vem cheia de terra! E não serve só para alface, dá para lavar e enxugar todo tipo de folha e erva que se desejar. Para quem usa muito, vale a pena investir num modelo mais resistente e com manivelas ergonômicas (meu sonho é um desses que você bombeia ou puxa a cordinha).

9. Blender de imersão
Se você adora sopa cremosa mas tem medo de colocar coisas muito quentes para bater no liquidificador (ou simplesmente não tem um liquidificador), prepare-se para ver sua vida mudar com um blender de imersão. Ele transforma qualquer coisa em purê muito facilmente, com mais segurança e sem sujar mais louça! Hoje em dia existem até versões sem fio e com vários acessórios que transformam o blender de imersão num micro-processador (hello! dois apetrechos fundamentais em um!!).

10. Batedeira
Eu costumo medir o grau de comprometimento das pessoas com a batedeira da seguinte forma: quem não tem uma ou não gosta de cozinhar ou adora mas não se liga muito em doces. Quem tem uma daquelas portáteis gosta de bater um bolinho eventualmente, mas não sempre. Uma daquelas grandes é sinal de que a coisa é mais séria. Agora uma dessas é sinal de que a pessoa é uma serious baker (ou uma daquelas madames que usa os apetrechos de última moda como objetos decorativos). Sim, é um investimento caro - o mais caro que eu já fiz na minha cozinha -, mas para quem usa muito vale a pena.


*Menção especial para o apetrecho que eu uso mas tenho vergonha de admitir: medidor de macarrão. Sim, porque eu sempre, SEMPRE erro a medida do macarrão. No começo eu errava para menos, mas na tentativa de corrigir o erro passei a errar para mais - eu sei, tem algo errado comigo. Felizmente eu não preciso procurar ajuda profissional já que inventaram esse troço para medir macarrão. É só passar o espaguete pelos buracos indicadores (para uma, duas ou quatro pessoas) e pronto! Só que com o tempo aprendi que essa medida é ideal apenas para pessoas de apetite moderado, ou seja, tenho que usar a medida para três pessoas quando é meu marido quem vai comer.

3 comentários:

Lílian disse...

Faltou a sua sorveteira !

Diogo e Simone disse...

Obrigada Ludmila por dedicar seu tempo para escrever esse post!
Ifelizmente (não sei se está acompanhando) o dolar subiu muito aqui no Brasil e não poderei ir mais ao canadá esse ano! Vou planejar para o ano que vem ...
Mesmo assim foi muito esclarecedor. Deixarei anotadinho aqui na minha lista de viagem.
Não conheço alguns dos utensílios mas aparentemente é o tipo de coisa que enquanto a gente não conhece não sabe que precisa .. hehe ...
Grande abraço e novamente obrigada
Simone

A dona da cozinha disse...

Ludmila,
AMEIII seu post!! muito bacana..
poxa,...hoje mesmo na hora do almoço, eu pensei em um medidor desses de macarrão, que já vi de alguém, não me lembro quem, mas que nunca vi vendendo ;(, e bem fiquei de olho espichado rsrs
b-joo
Paula