sábado, 2 de junho de 2007

Risotto

Todo mundo sabe que fazer risotto não é difícil, mas exige muita paciência e dedicação do cozinheiro. Na primeira vez que tentei fazer um, Luiz ligou para o Brasil no meio do processo, e eu tive que abandonar um de meus mais queridos amigos na linha para mexer a panela, tamanha era a minha dedicação. (Rodrigo, que ficou - com razão - enfurecido por ter sido trocado por um risotto, um dia provará da iguaria e entenderá que foi tudo por um bom motivo...). Bem, hoje em dia eu sei que não precisa ter uma concentração dessas, e o risotto pode até ser pré-cozido em dia de festa para evitar que o host fique esquentanto o bucho na boca do fogão em pleno bundalelê. Mas também não se pode relaxar demais, porque quanto melhor mexido e atendido for, melhor o risotto.

Esse risotto é dos mais simples. Eu comecei fazendo com aspargos, mas logo troquei por ervilhas congeladas que considero combinar muito mais com o prato. A receita pedia por champanhe, mas usei vinho branco mesmo porque eu só bebo champanhe no ano novo (e olhe lá), portanto considero uma bobagem usá-lo numa receita dessas. As lascas de prosciutto dão um sabor salgadinho e uma textura crocante indispensáveis. No mais, pode-se adicionar o que quiser ao ristotto básico, como alho assado (uma delícia) ou queijos cremosos (brie e gruyère seriam minhas sugestões).



Para duas pessoas (como prato principal), você vai precisar de:

1 copo de arroz arbóreo
4 copos de caldo de galinha
1 colher de manteiga
1/2 copo de vinho branco
1/4 de copo de parmesão ralado
1 copo de ervilhas (use menos se achar muito)
1 échalotte (ou cebola branca pequena cortada em pedaços minúsculos)
2 fatias de prosciutto tostadas por 5 min. no forno até ficarem crocantes e quebráveis com as mãos

Preparo:

Todo risotto começa do mesmo jeito, e é só no final que se adiciona os ingredientes supérfluos. Numa panela ao alcance das mãos, bote para esquentar o caldo de galinha e mantenha aquecido. Noutra, refogue a échalotte ou cebola num fio de azeite. Depois acrescente o arroz, refogue mais um pouquinho e coloque o vinho branco. Mexa até que o líquido tenha evaporado quase por completo. Daí você coloca um copo do caldo de galinha no arroz e mexe sem parar até o líquido evaporar, depois outro copo e assim por diante, até o caldo acabar e o arroz estar cozido. Esse processo deve durar uns 20 a 30 minutos. O arroz deve estar macio, cozido, e envolto em seu próprio creme - que não deve ser nem muito molenga, nem muito seco, mas depende do gosto do freguês. Na reta final, adicione as ervilhas congeladas, a manteiga e o parmesão. Uma pitada de pimenta vai bem, já o sal ficará por conta do prosciutto que vem em lascas por cima do risotto já pronto.

2 comentários:

Ana Regina disse...

já não vejo a hora de provar tudo isso...
Ana Regina

douglas disse...

O risoto é meu prato predileto. Tenho uma grande paixão e sempre provo novas fórmulas e combinações. A última foi risoto de lagosta com aspargos frescos e com raspas de limão siciliano. Uma maravilha.